
Acabadinho de chegar aos cinemas King Kong é mais um filme holywoodesco (carregado de efeitos especiais) baseado num clássico. O filme é pesado, não tanto pelo argumento que não traz grandes surpresas, mas sim por durar três longas horas das quais penso que se podia encurtar uns 30 minutos de cenas desnecessárias.
Este tipo de filmes está sempre sujeito a análises meticulosas como o detalhe do homem que cai à água mas no plano seguinte já está seco, ou o gorila que enfrenta 1 dinossauro sem o menor problemas mas depois tem dificuldades em libertar-se de 2 cordas atiradas pela tripulação. Mas nem são essas as minhas principais dúvidas, daí que sugiro a quem assistir ao filme que esteja atento a 2 factos:
1 – O gorila não era propriamente pequeno, nem usava cuecas, no entanto, em nenhum plano consegui realmente vislumbrar o… kong do king. Será que o nosso King Kong não seria antes uma Queen? Aquele temperamento deixa-me muitas dúvidas...
2 – Tentando agora entrar na cabeça dos caçadores de animais exóticos: portanto eu vou a uma ilha jurássica cheia de dinossauros, civilizações perdidas no tempo, insectos gigantes devoradores de homens, morcegos de 2 metros dignos de um filme de vampiros… e que achado inacreditável trago para mostrar às pessoas? Um gorila! O próprio Jack Black dentro de uma gaiola seria uma visão mais assustadora. Sinceramente acho que foi uma escolha desastrosa… mesmo se havia tanta necessidade de trazer um bicho realmente grande e assustador para causar impacto, penso que tinham opções melhores… não estou propriamente a ver as patinhas do T-Rex (outro king!) a conseguirem trepar as paredes do Empire State Building.